Fotografía

Séries documentais fotográficas em arquivos médicos: possíveis arranjos

Instituições e pessoas geram documentos por motivos funcionais, administrativos e legais, os quais possuem relação orgânica entre si (BELLOTTO, 2006, p.37). No âmbito da saúde, as atividades médicas-científicas e administrativas podem gerar diversos documentos latu sensu – como textos escritos -, mas também documentos fotográficos e audiovisuais. Os documentos iconográficos possuem formas que podem não ser consideradas típicas de arquivo (diplomáticos) – “(…) documentos escritos, legalmente válidos ou revestidos de determinadas formalidades; sendo prova jurídica ou administrativa de um ato” (BELLOTTO, 2006, p.46) -, contudo, tais registros imagéticos são produzidos de acordo com rotinas institucionalizadas, servindo para inícios, meios e ou fins de processos administrativos, técnicos e científicos.

Fotografia, medicina e saúde
Figura 01 – Atendimento médico em posto rural.
Fonte: Divisão do Serviço do interior; posto volante de higiene rural. Ampliação fotográfica, pb, s.d. Fundo Departamento de Estado da Saúde da Secretaria de Saúde Pública e Assistência Social. Acervo Museu de Saúde Pública Emílio Ribas / Instituto Butantan.

A técnica de registro fotográfico foi incorporada pelos saberes médicos-científicos desde sua criação, como auxiliar aos estudos, pesquisas e instrumentos didáticos. Havia na fotografia uma característica que ia de encontro com os anseios da sociedade moderna: o efeito de realidade. As imagens passaram a ser utilizadas como instrumento para a elucidação de diagnósticos e complementando os prontuários de pacientes. Casos generalizáveis, casos excepcionais, formas de manifestação de doenças, diferentes tratamentos dispendidos e sua evolução mereceriam o registro, que posteriormente poderiam ilustrar artigos científicos e serem difundidos em revistas médicas (SILVA, 2009). Exames passaram a ser realizados com o auxílio da câmera escura, lentes e emulsão fotossensível. Logo, a fotografia contribuiu para a produção de inventários considerados precisos (ROUILLÉ, 2009), questão relevante no desenvolvimento científico.

Documentos visuais e os preceitos da Arquivologia
Figura 02 – Laboratório de revelação e ampliação fotográfica.
Fonte: Laboratório Instituto de Leprologia da Fundação Paulista contra a Lepra. Fundo Departamento de Prolaxia da Lepra/ DPL. Ampliação fotográfica, pb, [1935-1950]. São Paulo. Acervo Museu de Saúde Pública Emílio Ribas / Instituto Butantan.

Do ponto de vista da organização da informação, a qualificação dos documentos iconográficos e audiovisuais é complexa. Documentos textuais, no âmbito dos arquivos institucionais, possuem fórmulas e estruturas já estabilizadas do ponto de vista diplomático. Já as fotografias são consideradas “especiais” e polissêmicas, devido a sua natureza, forma física e capacidade ilustrativa (LOPEZ, 2000; LACERDA, 2012). Registros visuais, por algumas correntes de pensamento arquivístico, não são considerados necessariamente documentos arquivísticos. Figuram em instituições com diferentes perfis, como museus, bibliotecas e centros de memória, compondo coleções diversas, o que impactará no tipo de catalogação dispendida. Nesse sentido, quando se fala em imagens produzidas em contexto institucional, a desvinculação dos documentos fotográficos com o restante do arquivo leva a perda da conexão com o órgão produtor e a organicidade com o restante do conjunto. Incorrendo ao risco do apagamento da intenção de registro.
No caso, o uso da fotografia na área médica buscava comparar, ordenar e classificar os casos por meio do exame e do registro (ROUILLÉ, 2009). Estes documentos produzidos em contexto clínico retratam doentes, detalhes de lesões e sintomas, cortes histológicos, experimentos, dissecações e autópsias. No contexto de pesquisa revelam inquéritos de saúde, incursões à campo (Figura 01), flagrantes de condições sanitárias precárias, focos de animais vetores de patologias, moradias inadequadas, riscos epidêmicos e doentes sem tratamento. Estes registros geralmente estão atrelados a um caso, paciente, prontuário, pesquisa ou experimento.
Apesar de tais características de sua gênese documental, muitas vezes os materiais visuais são separados do restante da documentação textual que lhe daria sentido. Isso ocorre para atender demandas pontuais de pesquisa, interesse seletivo sobre o material ou pela fragilidade de seu suporte, visando medidas de conservação. No entanto, as dissociações físicas do material podem levar à dissociação lógica, ou seja, perda da capacidade de recuperar informações do objeto correspondente (ASSAD, 2019).

Identificação e contextualização de documentos visuais

A identificação e contextualização de documentais visuais se diferem dos documentos textuais tradicionais. Tipologia, função, órgão produtor, autor, data e assunto, por exemplo, não estão expressos nos elementos intrínsecos da imagem. Podendo haver, excepcionalmente, algum elemento externo, como anotações manuscritas no verso da foto, informações adicionais em álbuns fotográficos ou anexas nos envelopes e invólucros de revelação.
Nesse caso, a contextualização acontece por meio do restabelecimento das relações entre o item e o conjunto, alienadas outrora, buscando-se a definição de seu lugar dentro do quadro de arranjo do fundo de arquivo.
Entendido que o “arranjo é o processo e o resultado da organização de arquivos, (…) de acordo com princípios arquivísticos consagrados, particularmente o da proveniência, respeitando-se os seguintes níveis: arquivo, fundo, grupo, série, conjunto lógico dentro da série e documento” (Bellotto, 2006, p.140 apud GRACY II, 1988), e é também uma operação intelectual e física de organização, pois visa o estabelecimento de uma classificação hierarquizada do conjunto (ARQUIVO NACIONAL, 2005); no que tange as fotografias, sua contextualização no arranjo de um fundo de arquivo acontece pelo reconhecimento do histórico do organismo produtor, identificando suas funções e atividades geradoras de imagens institucionais. Consideram-se também outras tipologias documentais presentes e relacionadas. Essa abordagem extrapola a identificação individual dos conteúdos presentes na imagem e amplia o olhar para a intenção de registro e a função que adquirem; leva também à compreensão dos grupos, séries e dossiês que compõem, de acordo com as atividades da entidade produtora/acumuladora dos documentos visuais (ASSAD, 2019).

Considerações finais

A contextualização de documentos fotográficos de arquivo e sua preservação enquanto itens que compõem prontuários, relatórios e séries são fundamentais para que se conserve as relações entre a motivação e a finalidade de produção e/ou acumulação desses documentos. Indispensáveis tanto para a compressão do arquivo em seu aspecto amplo, assim como para a leitura de signos visuais de cada item que compõe os complexos registros produzidos pela atividade médica-cientifica. Hoje em dia, se insere à discussão questões ligadas à produção de documentos visuais em meio eletrônico e digital como autenticidade, originalidade, rastreabilidade, preservação, entre outras. Esses registros são acessados, circulam por sistemas, compõem prontuários de pacientes e relacionam-se com os mesmos tipos de atividade que geraram os registros analógicos, portanto, estão submetidos à mesma lógica, em um suporte diverso. Podendo-se incorrer aos mesmos equívocos de tratamento documental ao não se preservar as relações de contexto de documentos fotográficos que compõem fundos de arquivo.

Referências

ARQUIVO NACIONAL (Brasil). Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2005. Disponível em: http://www.arquivonacional.gov.br/images/pdf/Dicion_Term_Arquiv.pdf. Acesso em: 30 março 2018.
ASSAD, Maria Talib. A fotografia da saúde pública: tratamento de documentos visuais numa perspectiva de arquivo. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação – Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, Orientadora: Cibele Santos. São Paulo, 2019.
BELLOTTO, Heloisa Liberalli. Arquivos permanentes: tratamento documental. 2.ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006.
LACERDA, Aline Lopes. A Fotografia nos Arquivos: a produção de documentos fotográficos da Fundação Rockfeller durante o combate à febre amarela no Brasil. Tese (Doutorado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.
LOPEZ, André Porto Ancona. As razões e os sentidos: finalidades da produção documental e interpretação de conteúdos na organização arquivística de documentos imagéticos. 2000, Tese (Doutorado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000.
SILVA, James Roberto. Doença, fotografia e representação: Revistas médicas em São Paulo e Paris, 1869-1925. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2009.
ROUILLÉ, André. A fotografia: entre documento e arte contemporânea. Tradução Constancia Egrejas. São Paulo: Editora Senac, 2009.
Documentos consultados: Fotografias do Fundo do Departamento de Profilaxia da Lepra do Estado de São Paulo. Museu de Saúde Pública Emílio Ribas – Instituto Butantan.

Imagem de destaque:

Estúdio fotográfico. Instituto de Leprologia na Fundação Paulista contra a Lepra. Fundo do Departamento de Profilaxia da Lepra – DPL. Ampliação fotográfica, pb, [1935-1950]. São Paulo. Acervo Museu de Saúde Pública Emílio Ribas – Instituto Butantan.

“O Prémio APOM de Museu do Ano 2020, representou para o MFM-AV uma honra e um orgulho imenso”: Entrevista com Filipe Bettencourt

Entrevistámos Filipe Bettencourt, Diretor do Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s.

(ARCHIVOZ) Fale-nos de como foi criado  o Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s, da importância de Vicente Gomes da Silva para a fotografia em Portugal, e do fim da sua atividade, à passagem de um estúdio fotográfico a museu, o mais antigo do país, onde é que se encontra localizado, o seu enquadramento orgânico, missão, visão e tudo o mais que considere para a sua melhor compreensão.

(Filipe Bettencourt) O Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s, foi criado como entidade museológica a 22 de março de 1982, então como “Photographia – Museu “Vicentes”, após a compra do espólio do atelier “Photographia Vicente” a 13 de junho de 1979, pelo Governo Regional da Madeira, à então proprietária do mesmo, a jornalista Maria Mendonça.

A importância de Vicente Gomes da Silva para a fotografia em Portugal, deve-se ao facto de ter sido um dos pioneiros desta nova arte no país e dos primeiros, senão o primeiro, fotógrafo português nascido fora do retângulo continental e por ser dos poucos fotógrafos a nível nacional, e quem sabe, a nível mundial, que criou uma dinastia de fotógrafos que mantiveram a casa fotográfica na família por mais de cem anos.

A casa fotográfica “Photographia Vicente”, muito devido a dificuldades económicas, foi alugada e vendido o todo o seu espólio a uma empresa detida pela jornalista Maria Mendonça, a 15 de março de 1972. A 13 de junho de 1979, esse mesmo foi vendido ao Governo Regional da Madeira, que continuou a alugar o prédio até o adquirir a 3 de agosto de 2004.

O Photographia – Museu “Vicentes” esteve então aberto de 1982 a 2014, apesar de alguma intermitência na sua abertura ao público, tendo sido encerrado a 4 de maio de 2014, reabrindo, já completamente restaurado, como Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s a 29 de julho de 2019.

O Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente`s é tutelado pela Direção Regional da Cultura, da Secretaria Regional de Turismo e Cultura, da Região Autónoma da Madeira. Localizado no Funchal, o edifício onde o museu está atualmente instalado é composto pela antiga residência e estúdio fotográfico de Vicente Gomes da Silva.

O Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s tem por missão o estudo, preservação, conservação, valorização e divulgação da Fotografia na Madeira.

Localizado na Rua da Carreira, nº 43, Avenida Zarco, nº 21m, 9001–904 Funchal, possui o email mfm.avicentes@madeira.gov.pt e encontra-se acessível no Instagram (@museufotografiamadeira) e no Facebook (facebook.com/mfmvicentes).

(ARCHIVOZ) O Museu de Fotografia da Madeira esteve encerrado ao público, durante 5 anos, para trabalhos de requalificação, segundo li na imprensa, no valor de 1,7 milhões de euros, tendo reaberto ao público em julho de 2019. Pode dizer-nos em que consistiram essas obras? Relacionado com esta questão, penso que estas também devem ser entendidas no âmbito do objetivo de fazer do Museu de Fotografia da Madeira, não só uma referência nacional, mas que contribua para a projeção internacional da Madeira na área museológica. O que nos pode dizer sobre isto?

(FB) As obras consistiram numa total recuperação do edifício, procurando sempre manter o traçado original do mesmo, assim como preservar o atelier fotográfico datado de 1887, aproveitando o resto do edifício, que antes estava vedado ao público, para a abertura de salas de exposição, tanto temporária, como permanente, assim como a criação de uma pequena biblioteca.

As obras de requalificação e todo o projeto museológico idealizado pela Dra. Emília Tavares e a sua equipa foram no sentido de transformar este Museu, caso quase único no panorama dos Museus em Portugal e um antigo atelier fotográfico, fundado há mais de cem anos, numa das referências do estudo e divulgação da fotografia, com especial enfoque no Arquipélago da Madeira.

Também a realização de um Congresso Internacional Bienal sobre Fotografia, organizado sob a égide do Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s, como já aconteceu no ano de abertura do mesmo em 2019 e que terá outra edição em finais de 2021, ajuda à projeção internacional que se pretende para esta instituição.

(ARCHIVOZ) O Museu de Fotografia da Madeira foi distinguido com o Prémio Museu do Ano 2020, atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM). O que representa para o Museu de Fotografia da Madeira a atribuição deste prémio e de que modo é que este alterou a perceção e que impacto é que teve junto do público, mesmo considerando os constrangimentos da pandemia?

(FB) O Prémio APOM de Museu do Ano 2020, representou para o MFM-AV uma honra e um orgulho imenso, trazendo uma responsabilidade acrescida, mas por outro lado motivou-nos para tentar fazer ainda melhor.

Em relação ao impacto que teve junto ao público, foi algum, embora devido à pandemia em curso ainda não se possa avaliar com total certeza o peso que este prémio teve junto ao público em geral, pois apesar de um aumento na entrada de público local, falta-nos ainda comprovar qual o impacto que teve no público de Portugal continental.

(ARCHIVOZ) De que forma é que a pandemia afetou, entre meados de março de 2019 e a atualidade, o normal funcionamento do Museu de Fotografia da Madeira? Que estratégias foram, e estão a ser, desenvolvidas nesse sentido, com o obetivo de mitigar os seus efeitos?

(FB) A pandemia afetou-nos, como penso que em todos os espaços museológicos, de forma dura, pois a frequência de público diminuiu imenso, só para lhe dar uma ideia, passamos de uma frequência de 1500 entradas no mês de fevereiro de 2020, para uma média de 100 pessoas a partir de junho de 2020, com alguns picos, principalmente no verão de 2020, mas sempre com tendência para as poucas centenas de visitantes, para além do encerramento a que fomos sujeitos entre março e maio de 2020.

Felizmente não encerramos como em Portugal continental durante este segundo confinamento, o que nos permitiu manter sempre uma atividade regular.

De qualquer forma, para nos mantermos sempre ligados ao nosso público, delineamos uma estratégia, em conjunto com a tutela, que passou e passa, por uma forte presença nas redes socias, quer no Facebook, quer no Instagram, com publicações diárias com fotografias do nosso espólio, assim como algumas atividades que podem ser realizadas online, através do nosso Serviço Educativo, bem como a divulgação das atividades que têm lugar no Museu, como espaço físico.

(ARCHIVOZ) Qual o acervo, fotográfico e com ele relacionado, que se encontra neste Museu, e outros núcleos e materiais aqui depositados, mas também para além da fotografia?

(FB) Atualmente, e devido a uma programada política de aquisições com base na compra e em diversas doações, o museu tem um extenso e valioso espólio, proveniente não só da coleção Vicente, como também de outros fotógrafos profissionais e amadores, como: João António Bianchi (Visconde Vale Paraíso) (1862-1928); Major Charles Courtnay Shaw (1878-1971); Gino Romoli (1906-1982); Aluízio César Bettencourt (1838-1895); João Francisco Camacho (1833-1898); Perestrellos Photographos (1890-1998); Augusto João Soares (1885-1970); Francisco João Barreto (1877-1934); Álvaro Crawford Nascimento Figueira (1885-1967); Alexander Lamont Henderson (1838-1907); Joaquim Augusto de Sousa (1853-1905); João Anacleto Rodrigues (1869-1948); Foto Figueiras (1930-1989); Foto Arte (1948-?); Foto Joaquim Figueira (1946-1992); Russel Manners Gordon (3.º Visconde e 1.º Conde Torre Bela) (1829-1906); Artur Campos (1943-2020); Carlos Fotógrafo (1957-2002); Alberto Camacho Brandão (1884-1945); Foto Sol (1951-1980); João António Filipe Pestana (1929-2017); José Raphael Basto Machado (1900-1966).

Possui também um núcleo de cinema, baseado essencialmente em filmes documentais produzidos por fotógrafos presentes no espólio e no fundo da Delegação de Turismo da Madeira

(ARCHIVOZ) Acervo que, para além do espólio original, tem vindo a ser enriquecido com outras aquisições e doações de coleções de fotógrafos profissionais e de amadores. O que nos pode revelar sobre esta questão?

(FB) Desde a nossa abertura como Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente´s, a 29 de julho de 2019, que nos têm procurado para proceder a doações. Basicamente, são doações de material fotográfico, onde se incluem máquina fotográficas, projetores, tanto de diapositivos, como de cinema, material de laboratório, entre outros, mas também de algumas provas fotográficas, tanto de amadores, como de algumas antigas casas fotográficas.

(ARCHIVOZ) Qual a documentação mais consultada e a que origina mais pedidos de reprodução? Por quem e para que fins? Qual o número médio anual de utilizadores (antes e durante a fase de pandemia)?

(FB) Infelizmente não posso responder a essa pergunta, pois como o espólio fotográfico do Museu se encontra em depósito no Arquivo Regional da Madeira, são eles quem se encarregam dessas funções.

Considerando a importância crucial da difusão da informação, diga-nos como é efetuada a disponibilização da informação à responsabilidade do Museu de Fotografia da Madeira, como é que é possível aceder a esta, presencialmente e à distância

(ARCHIVOZ) Considerando a importância crucial da difusão da informação, diga-nos como é efetuada a disponibilização da informação à responsabilidade do Museu de Fotografia da Madeira, como é possível aceder a esta, presencialmente e à distância?

(FB) Em relação à informação que é da responsabilidade do MFM-AV, a mesma é efetuada através, como já havia referido, das nossas redes sociais.

Em relação às fotografias pertencentes ao acervo, uma vez que o mesmo se encontra em depósito no Arquivo Regional, são eles quem disponibilizam as mesmas, sempre em coordenação com este Museu, através do seguinte site: Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira – Archeevo.

(ARCHIVOZ) Para terminar, como é que imagina o Museu de Fotografia da Madeira daqui a 20 anos, o que espera, ou gostaria que ele se tornasse?

O que espero que o Museu se torne daqui a 20 anos?

Sinceramente, na maior referência nacional do estudo e divulgação da fotografia analógica e, modéstia à parte, no Museu mais visitado da Madeira.

Que seja um Museu que consiga atrair cada vez mais estudiosos e entusiastas da fotografia.

E penso que, com perseverança e foco naquilo que nos distingue e caracteriza, iremos alcançar esse desiderato ainda antes de completar esses 20 anos.

Imagem cedida pelo entrevistado.


Entrevista realizada por: Paulo Jorge dos Mártires Batista

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